| Crescimento (g) | 10,00% | 12,00% | 14,00% |
|---|---|---|---|
| 3,00% | R$ 147,14 | R$ 114,44 | R$ 93,64 |
| 5,00% | R$ 210,00 | R$ 150,00 | R$ 116,67 |
| 7,00% | R$ 356,67 | R$ 214,00 | R$ 152,86 |
Ross et al. (2022), capítulo 08
EA-UFRGS
05/10/2026
Uma ação é a menor parte do capital social da empresa, dando direito ao recebimento de parte do lucro da empresa em cada exercício futuro.
A fórmula do valor presente (PV) nos diz que:
\[VP = \sum _{t=1} ^{T} \frac{FC}{(1+r)^t} + \frac{VF}{(1+r)^T}\]
Substituindo os símbolos para ação (\(D\) = dividendos, \(P_0\) = preço de compra e \(P_T\) = preço de venda), temos:
\[P_0 = \sum _{t=1} ^{T} \frac{D}{(1+r)^t} + \frac{P_T}{(1+r)^T}\]
Para o exemplo anterior, e assumindo que \(r = 0.1375\):
\[P_0 = \sum _{t=1} ^{8} \frac{15}{(1+0.1375)^t} + \frac{120}{(1+0.1375)^8} = 112.9829493\]
Note que o último fluxo de caixa (\(t = 8\)) é 120 + 15, isto é, o preço de venda mais o último dividendo.
O valor presente de uma perpetuidade constante é:
\[P_0 = \sum _{t=1} ^{\infty} \frac{DIV}{(1+r)^t}\]
Sabendo que \(\sum _{t=1} ^{\infty} \frac{DIV}{(1+r)^t} = \frac{DIV}{r}\), temos:
\[P_0 =\frac{DIV}{r}\]
O valor presente da perpetuidade crescente é:
\[P_0 = \sum _{t=1} ^{\infty} \frac{DIV_0(1+g)^t}{(1+r)^t}\]
Sabendo que \(\sum _{t=1} ^{\infty} \frac{DIV_0(1+g)^t}{(1+r)^t} = \frac{DIV_0(1+g)}{r-g}\), temos (requer \(g < r\)):
\[P_0 = \frac{DIV_0(1+g)}{r-g} = \frac{DIV_1}{r-g}\]
Uma empresa paga hoje dividendos de R$ 10,00. Considerando um custo de capital de 12,00% e uma taxa de crescimento de dividendos de 5,00%, qual o preço da ação hoje?
\[P_0 = \frac{DIV_0(1+g)}{r-g}\] \[P_0 = \frac{10*(1+0.05)}{0.12-0.05}\] \[P_0 = 150\]
| Crescimento (g) | 10,00% | 12,00% | 14,00% |
|---|---|---|---|
| 3,00% | R$ 147,14 | R$ 114,44 | R$ 93,64 |
| 5,00% | R$ 210,00 | R$ 150,00 | R$ 116,67 |
| 7,00% | R$ 356,67 | R$ 214,00 | R$ 152,86 |
Pequenas mudanças em \(r\) ou \(g\) causam grandes mudanças no preço: com \(r = 10\%\), o preço vai de R$ 147,14 a R$ 356,67 só porque \(g\) passou de 3% para 7%.
Extraído de Ross et al. (2022), página 243
Extraído de Ross et al. (2022), página 243
Extraído de Ross et al. (2022), página 243
\[P_0 = \underbrace{\sum_{t=1}^{5}\frac{DIV_0(1+g_1)^t}{(1+r)^t}}_{\text{1º estágio}} + \underbrace{\frac{1}{(1+r)^{5}}\cdot\frac{DIV_{6}}{r-g_2}}_{\text{perpetuidade}}\]
Assim, \(P_0 = R\) 184,78$, dos quais 70,69% vêm apenas da perpetuidade.
Para a versão 02 de Gordon, temos:
\[P_0 = \frac{DIV_0(1+g)}{r-g}\]
Isolando o \(r\):
\[r = \frac{DIV_0(1+g)}{P_0}+g \]
\[r = \frac{DIV_1}{P_0}+g\]
Isto é, sabendo preço da ação hoje \(P_0\), o custo de capital dos investidores pode ser extraído através da fórmula anterior
Estimar \(g\) a partir do histórico de dividendos é frágil: os pagamentos são irregulares e o passado não garante o futuro. Uma alternativa é o crescimento sustentável:
\[g = ROE \times (1 - payout)\]
Assim, temos:
\(P_0 = R\) 30,70$
\(g = -2,96%\)
Aplicando a fórmula:
\(r = \frac{DIV_0(1+g)}{P_0} + g\)
\(r = 7,45%\)
Isso quer dizer que os investidores usam uma taxa de custo de capital de 7,45% ao ano para precificar os fluxos de caixa da empresa com ticker EGIE3
Atenção: estimativas de \(g\) e \(r\) a partir de dados históricos são sensíveis ao período escolhido. Dividendos irregulares podem gerar valores pouco realistas — interprete o resultado como uma aproximação.
Administração Financeira - UFRGS